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E o tempo ? ta aí uma palavra,meio que sem explicação. dizem que o tempo cura tudo ou alguns dizem que não,na realidade eu não sei. Tenho sentimentos guardados em mim até hoje que já eram de uma forma ou de outra pra ter curado,tenho mágoas que ainda não passaram,mas em compensação tem pessoas que eu esqueci tem sentimentos que pra mim não fazem mais sentido,a verdade mesmo é que ninguém sabe. As vezes o tempo cura,as vezes não. Tal vez as vezes só vai depender da gente se agente quiser esquecer uma pessoa,um sentimento ou até mesmo um momento. O tempo as vezes tem um poder curativo sobre nós e nossos sentimentos mas as vezes nem ele dá contar,as vezes nem nós damos conta. Tal vez nosso defeito é meio que adiantar as coisas ou fazerem acontecer,tudo tem sua hora,tudo tem seu momento não vale a pena atrapalhar,por que pensando bem pode ser muito melhor as coisas acontecerem sem querer. As vezes o tempo passa rápido,então só oque eu digo: Aproveita os momentos,aproveita oque tu tá sentindo por que um dia isso acaba ou diminui.
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Tá tudo muito bagunçado. Tá tudo fora do lugar.
Centenas de sentimentos passeando em mim, uma mistura de sim's e não's, e muitos outros talvez's.
Tá tudo muito, assim, confuso, meio sem rumo, sem ter pra'onde ir.
Eu sinto muitas saudades. Saudades do passado, do presente, das pessoas que passaram e das pessoas presentes. Sinto falta até do que ainda nem aconteceu e das pessoas que ainda nem cruzaram o meu caminho.
Tá tudo muito, assim, complicado, meio doloroso, muito pesado pra carregar sozinha.
Tem muitas lágrimas querendo sair e muitos sorrisos querendo nascer.
Tá tudo muito, assim, parado, meio sem-graça.
Tem muita nuvem no céu e uma sucessão de dias chuvosos.
Tem muita gente palpitando, e achando muita coisa e nem se movendo pra nada.
Tem umas dezenas de pessoas perto, mas longe. E outras poucas longe, mas bem mais perto que as do lado.
Tem muita solidão dentro de casa, dentro da cama, dentro mim.
Tem muito anseio bobo e muito medo ainda mais bobo brincando feito crianças faceiras dentro peito.
Tem muito amor querendo viver, e ainda mais paixão esperando para arder.
Tem faltado muita gente, e sobrado gente demais também.
Tem faltado alegria nos dias e dias na alegria.
Tem muita verdade secreta, que se esconde em mim e até de mim.
Tem muita mentira rolando solta, tem muita mentira que de tanto contar, acabo eu mesma a acreditar.
Tem todos esses dias só esperando pelo próximo.
Tem uma felicidade dormindo, e por mais que se grite, ela ainda insiste em cochilar.
É, tem faltado muito eu em mim. Faltado mesmo.
Tá tudo muito, assim, confuso. Tá tudo muito bagunçado. Tá tudo fora do lugar.
Centenas de sentimentos passeando em mim, uma mistura de sim's e não's, e muitos outros talvez's.
Tá tudo muito, assim, confuso, meio sem rumo, sem ter pra'onde ir.
Eu sinto muitas saudades. Saudades do passado, do presente, das pessoas que passaram e das pessoas presentes. Sinto falta até do que ainda nem aconteceu e das pessoas que ainda nem cruzaram o meu caminho.
Tá tudo muito, assim, complicado, meio doloroso, muito pesado pra carregar sozinha.
Tem muitas lágrimas querendo sair e muitos sorrisos querendo nascer.
Tá tudo muito, assim, parado, meio sem-graça.
Tem muita nuvem no céu e uma sucessão de dias chuvosos.
Tem muita gente palpitando, e achando muita coisa e nem se movendo pra nada.
Tem umas dezenas de pessoas perto, mas longe. E outras poucas longe, mas bem mais perto que as do lado.
Tem muita solidão dentro de casa, dentro da cama, dentro mim.
Tem muito anseio bobo e muito medo ainda mais bobo brincando feito crianças faceiras dentro peito.
Tem muito amor querendo viver, e ainda mais paixão esperando para arder.
Tem faltado muita gente, e sobrado gente demais também.
Tem faltado alegria nos dias e dias na alegria.
Tem muita verdade secreta, que se esconde em mim e até de mim.
Tem muita mentira rolando solta, tem muita mentira que de tanto contar, acabo eu mesma a acreditar.
Tem todos esses dias só esperando pelo próximo.
Tem uma felicidade dormindo, e por mais que se grite, ela ainda insiste em cochilar.
É, tem faltado muito eu em mim. Faltado mesmo.
Tá tudo muito, assim, confuso. Tá tudo muito bagunçado. Tá tudo fora do lugar.
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No princípio, eram dois olhares. Vagavam por aí, nesse mundão, um à procura do outro. Quando se encontraram quase que imediatamente reconheceram-se, como todo amor, aliás. E, como todo amor (caprichoso como ele só), os olhares brincaram de se evitar. Em parte pelo charme do jogo, em parte pela tradição do amor, em parte pelo receio de não ser correspondido. Porém, olhares como aqueles não suportam tanto tempo nesse jogo, olhares como aqueles geralmente necessitam-se. Pois bem, os olhares se entregaram. Já não sabiam mais ser sem o outro. Se procuravam em qualquer lugar por onde iam. E, de tanto se admirarem, reconheciam, um no outro, qualquer brilho de alegria, tristeza, ausência; qualquer sentimento, enfim. E quando os olhares já se tinham, foi a vez das mãos se desejarem. Uma delas, incerta, não sabia muito bem como agir. Por vezes, de tanta insegurança, gesticulava sem parar. Passeava longe da outra procurando desesperadamente uma maneira de se aproximar. A outra tampouco sabia como agir também. Ah, claro, ela não gesticulava tanto como a uma, mas não ansiava menos pelo toque. Suava gelado quase sempre. E o toque aconteceu assim, da maneira mais natural, como todo amor, afinal. A uma nem acreditava que tinha sido tão simples assim, tão natural assim. Foi aí que descobriu que não precisava de tantos planos, tantas mirabolices. A outra era sua, sempre fora. E o toque daquelas mãos, a uma na outra, era, sem a menor sombra de dúvidas, a melhor sensação que ambas haviam experimentado. E (como é de se esperar) a uma não largou da outra nunca mais, e a outra não largou da uma. E, ao toque das mãos, chegou o momento dos braços. Eles não tiveram que jogar jogo algum como os olhares, ou arquitetar tantos planos como as mãos, apenas se entregaram. E, assim como o toque das mãos, o abraço daqueles pares de braços se deu da maneira mais natural, como todo amor, enfim. Os pares de braços haviam encontrado o melhor abraço. Um par encontrou no outro o repouso ideal. Dentro daquele abraço, o um se sentia protegido, acolhido. O outro encontrou no um uma morada segura. E, como ímãs, aqueles pares de braços jamais cessaram aquele abraço. O um se encaixava no outro, e o outro no um. E depois do laço dos braços, houve o anseio das bocas. Desejavam-se assiduamente, era praticamente inevitável, como todos os amores, vale lembrar. Aquelas bocas gostavam mesmo de conversar uma com a outra. Uma tinha achado na outra o mais belo sorriso. A outra tinha achado na uma a mais agradável conversa. No entanto, ansiavam por bem mais do que vozes e sorrisos. Aquelas bocas precisavam experimentar os sabores uma da outra. E quando os lábios se tocaram, aquelas bocas conheceram a mais bela poesia. Aquele beijo parecia uma dança, uma conduzia a outra naquele doce ritmo, a outra deixava-se ser conduzida pela uma sem querer parar a música. Diante dessa espetacular sensação, jamais desejaram outras bocas, outras danças, outros beijos. Uma descobriu o mais doce sabor na outra, e a outra a mais bela melodia na uma, e vice-versa. E, como se pode imaginar, caro leitor, dois corações foram unidos. Não se pode afirmar exatamente em qual momento. Talvez, depois da união dos olhares, ou das mãos, ou dos braços, ou das bocas, ou ainda, talvez, os primeiros a se unirem. No entanto, o que menos importa é o momento em que esses corações se uniram, o mais importante é justamente a união. Aqueles corações não eram metades. Pelo contrário, eram dois inteiros. Sim, eles eram completos. Mas o amor os convidou a se somarem, e, como aventureiros, aqueles corações aceitaram. E quando eles disseram sim, aquele amor virou sagrado, como acontece em todo amor. Dois corações que somaram-se e tornaram-se um só, em dois. Um havia descoberto no outro um lugar para depositar sorrisos, o outro havia descoberto no um o apoio pra caminhar nessa vida, mesmo com as dores que ela nos dá. E de tão sagrado que era aquele amor, os corações, mesmo quando estavam longe, eram um só, em dois. O amor havia ensinado àqueles corações como tocar uma mesma canção, tão deles. Aqueles corações jamais se abandonaram. Um era sagrado para o outro, e o outro era sagrado para o um.



